Como funciona o prontuário eletrônico
O prontuário eletrônico reúne a anamnese, a evolução de cada atendimento, os exames e os documentos de um paciente num lugar que a equipe autorizada encontra em segundos. Veja o que registrar, quem pode acessar, quanto tempo guardar segundo cada conselho profissional e como o AgendaMax, da RBR Sistemas, organiza tudo isso.
Atualizado em 5 de outubro de 2026 · Guia da RBR Sistemas
O que deve ficar registrado no prontuário eletrônico?
O conteúdo mínimo varia de uma profissão para outra e é definido pelo conselho de cada uma, mas a estrutura se repete: quem é o paciente, por que ele procurou o atendimento, o que foi avaliado, o que foi planejado e o que aconteceu em cada sessão, com data e identificação de quem atendeu. Os conselhos de fisioterapia e de psicologia, por exemplo, listam esses itens nas suas resoluções, e o Código de Ética Odontológica pede registro legível, atualizado e em ordem cronológica. O prontuário eletrônico organiza isso por paciente e por data, e evita a letra ilegível e a folha perdida. No AgendaMax a ficha do paciente reúne a evolução de cada atendimento, as fichas de anamnese respondidas, os exames e fotos anexados e os documentos emitidos, e cada evolução fica ligada ao horário em que o atendimento aconteceu, com o nome de quem registrou.
- Identificação do paciente e motivo do atendimento.
- Avaliação inicial e anamnese.
- Plano de tratamento ou objetivos do trabalho.
- Evolução datada de cada atendimento, com a identificação do profissional.
- Exames, imagens e cópia dos documentos emitidos.
Como montar uma anamnese personalizada?
A anamnese funciona melhor quando cada tipo de atendimento tem a sua ficha, com as perguntas que mudam a conduta. No AgendaMax o estabelecimento cria modelos de ficha com perguntas de cinco tipos: texto livre, sim ou não, múltipla escolha, número e data. O profissional também pode ter modelos próprios em Meus modelos, partindo de uma cópia do modelo do estabelecimento para personalizar sem mexer no original. A ficha é aplicada ao paciente e as respostas ficam guardadas com a data, de modo que a segunda avaliação não apaga a primeira. Mudar o modelo depois não altera fichas já respondidas, porque cada uma guarda as perguntas da época. Uma correção numa ficha respondida mantém a data do preenchimento e manda as respostas anteriores para a auditoria. Modelo que já foi usado não pode ser excluído, só desativado.
- Liste as perguntas que mudam a conduta
Deixe de fora o que não altera o atendimento.
- Escolha o tipo de cada pergunta
Sim ou não para triagem, texto livre só quando o detalhe importa.
- Crie um modelo por tipo de atendimento
Avaliação inicial, retorno e procedimento específico podem ter fichas diferentes.
- Aplique e revise
Use a ficha por algumas semanas e ajuste o modelo com o que faltou.
Por quanto tempo é preciso guardar o prontuário?
O prazo muda conforme a profissão e a norma que se aplica ao caso. A Lei 13.787/2018, que trata da digitalização e da guarda de prontuário de paciente, permite eliminar prontuários em papel ou digitalizados depois de no mínimo 20 anos do último registro. Os conselhos têm regras próprias, que convivem com a lei. As resoluções do Conselho Federal de Psicologia e do COFFITO falam em guarda mínima de cinco anos. As resoluções do CFM e do CFO sobre prontuário eletrônico tratam como permanente a guarda do prontuário em meio eletrônico e só permitem descartar o papel quando o sistema atende a um nível de certificação com assinatura digital ICP-Brasil, que o AgendaMax hoje não tem. Diante de regras diferentes, a orientação mais segura sai do conselho regional da sua profissão.
| Norma | Para quem | O que diz sobre a guarda |
|---|---|---|
| Lei nº 13.787/2018 | Prontuário de paciente em geral | Eliminação de papel e digitalizados após no mínimo 20 anos do último registro |
| Resolução CFP nº 1/2009 | Psicologia | Guarda mínima de 5 anos, ampliável por lei ou decisão judicial |
| Resolução COFFITO nº 414/2012 | Fisioterapia | Guarda mínima de 5 anos a partir do último registro |
| Resolução CFO-91/2009 | Odontologia | Papel por no mínimo 10 anos; prontuário eletrônico com guarda permanente |
| Resolução CFM nº 1.821/2007 | Medicina | Papel por no mínimo 20 anos; prontuário eletrônico com guarda permanente |
Perguntas frequentes
Quem da equipe pode ver o prontuário no AgendaMax?
O profissional vê o que registrou, o administrador vê tudo e a secretária vê os registros dos profissionais a que está associada. O que é anexado por quem não atende, como a recepção, fica visível para a equipe. A secretária nunca exclui conteúdo clínico.
O prontuário do AgendaMax tem assinatura digital?
Ainda não. Cada evolução registra a data e o nome de quem escreveu, mas não há assinatura com certificado ICP-Brasil. Documentos que precisam de assinatura são impressos e assinados no papel.
Posso anexar exames e fotos ao prontuário?
Pode. A ficha aceita imagens JPG, PNG e WEBP e arquivos PDF, com o mesmo controle de acesso das evoluções.
Organize a agenda com o AgendaMax
Monte os modelos de anamnese e comece a registrar a evolução de cada atendimento direto na ficha do paciente.
Planos a partir de R$ 69,90 por mês, com 7 dias de garantia: se não servir, devolvemos o valor pago.
Fontes
- Lei nº 13.787, de 27 de dezembro de 2018 (guarda de prontuário), Planalto (consultado em 4 de outubro de 2026)
- Resolução CFP nº 1/2009 (registro documental), Conselho Federal de Psicologia (consultado em 4 de outubro de 2026)
- Resolução COFFITO nº 414/2012 (prontuário do fisioterapeuta), COFFITO (consultado em 4 de outubro de 2026)
- Código de Ética Odontológica, Resolução CFO-118/2012, art. 17, Conselho Federal de Odontologia (consultado em 5 de outubro de 2026)
- Resolução CFO-91/2009 (digitalização e guarda de prontuários), Conselho Federal de Odontologia (consultado em 4 de outubro de 2026)
- Resolução CFM nº 1.821/2007 (prontuário eletrônico), Conselho Federal de Medicina (consultado em 4 de outubro de 2026)
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